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Contorno ferroviário vira realidade e abre caminho para VLT

25 Set

Contorno ferroviário vira realidade e abre caminho para VLT

Projeto de R$ 541,1 milhões já aprovado pelo Dnit vai afastar os trens de carga da área urbana e resolver gargalo histórico

Uma das maiores obras da história de Rio Preto não é mais apenas uma promessa, mas uma realidade. Aprovada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre, a renovação da concessão da malha paulista com o governo federal colocou o projeto do contorno ferroviário em andamento. Em fase de encaminhamento de documentação, a obra prevê um desvio de 53,8 quilômetros, tirando o tráfego de três cidades. Além do desvio de Rio Preto, a linha deixará as áreas urbanas de Mirassol e de Cedral, e passará ao Sul de Bady Bassitt, resolvendo um problema regional.

Avaliada em R$ 541,1 milhões, a execução será de responsabilidade da concessionária Rumo, incluindo os custos de desapropriações, em troca da autorização para explorar o trecho paulista por 30 anos. Serão construídas 25 obras de arte no trajeto, incluindo 20 viadutos e 5 pontes, de forma a evitar conflitos de passagens em cruzamentos com as rodovias Washington Luís, Transbrasiliana (BR-153) e estradas vicinais, além de córregos. Considerando a fase de obtenção de todas as licenças, incluindo as de ordem ambiental, e a conclusão do projeto básico, a obra entrará na fase de execução. A partir daí, serão 36 meses de prazo para a conclusão, que deve ocorrer em 2026.

A obra vai representar ganhos para o setor do agronegócio brasileiro, já que o traçado que passa pelo noroeste paulista é estratégico para o acesso ao porto de Santos.  Segundo a concessionária, os investimentos representarão um aumento de 150% na capacidade de transporte, subindo para 75 milhões de toneladas por ano. Para Rio Preto, no entanto, o principal ganho será na mobilidade urbana, evitando que em torno de 24 composições passem por dentro da cidade.

Levando em conta que cada uma dessas 24 composições com mais de 80 vagões, em média, demora cerca de dez minutos para cruzar o Centro, são pelo menos quatro horas de trânsito parado por dia. Com a entrada em funcionamento da ferrovia Norte-Sul e a sua interligação com a malha paulista, o número de locomotivas vai dobrar, o que poderia paralisar o trânsito urbano por até oito horas diárias. Um problema que não vai mais acontecer, com a confirmação do contorno ferroviário.

Plano do VLT vai modernizar o sistema de transporte
Assegurada a obra do contorno ferroviário, Rio Preto terá outro ganho em matéria de mobilidade urbana e transporte coletivo. "Nós já pedimos para o governo federal e estamos reiterando o nosso desejo de permanecer com os trilhos onde estão, para o transporte intermunicipal de passageiros, ligando Rio Preto a Cedral e Mirassol numa primeira etapa", disse o prefeito Edinho Araújo, em entrevistas à imprensa de Rio Preto.

Os VLT’s (Veículos Leves sobre Trilhos) são pequenas composições de passageiros, altamente acessíveis e silenciosos. Esse sistema de transporte pode atender passageiros que precisam se deslocar dos extremos da cidade para o centro e vice-versa. Será possível, por exemplo, embarcar em Cedral e ir para o centro de Rio Preto, e dali para outros setores da cidade, como a região do Distrito Industrial, ou ainda seguir para Mirassol.

Em paralelo à pista destinada ao VLT, será possível pensar a construção de avenidas. Nas suas margens, podem ser construídas pistas de caminhada e ciclovias. São projetos adicionais, que passam a se tornar viáveis a partir daquilo que já se transformou em realidade: o contorno ferroviário.

Crédito Imagem: UOL encurtador.com.br/fkx28

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